A prisão em flagrante é um dos momentos mais delicados e traumáticos na vida de qualquer pessoa. Ela acontece sem aviso, geralmente à noite, acompanhada de medo, desinformação e nervosismo — tanto para quem é preso quanto para a família.
Mas o que poucos sabem é que nem toda prisão em flagrante é legal. Muitos erros acontecem na abordagem policial, na coleta de provas e nas formalidades do procedimento. E quando há ilegalidade, o caso pode ser revertido rapidamente.
O que é considerado flagrante?
O flagrante só é válido quando a pessoa:
- está cometendo o crime;
- acaba de cometê-lo;
- é perseguida logo após a ação;
- é encontrada com objetos que façam presumir a autoria.
Qualquer desvio desse padrão pode tornar a prisão abusiva.
Ilegalidades comuns que podem derrubar o flagrante:
- Abordagem sem justa causa
- Entrada policial em residência sem mandado
- Busca pessoal feita sem fundamento
- Adulteração ou “construção” das provas
- Depoimentos policiais contraditórios
- Coação ou intimidação durante a prisão
- Falta de comunicação imediata à família ou advogado
Após o flagrante: o que acontece?
A pessoa presa deve ser levada à audiência de custódia, onde o juiz verifica:
- se houve violência, abuso ou ilegalidade;
- se a prisão deve continuar;
- se existem medidas alternativas.
Muitas prisões são relaxadas ou convertidas em liberdade justamente nessa fase.
Quando um advogado pode reverter a situação?
- Quando a prisão é ilegal — relaxamento da prisão
- Quando não existem motivos para manter preso — liberdade provisória
- Quando as provas são frágeis — pedido de absolvição
- Quando a defesa demonstra abuso policial — nulidade do flagrante
A prisão em flagrante não define o futuro do caso.
Com atuação rápida, técnica e estratégica, é possível reverter completamente o cenário.